Prefeito de Abadiânia e Baldy tentam trazer indústria de cerveja para município

Apesar da redução nos benefícios de incentivos fiscais em Goiás, aprovada no fim do ano passado pela Assembleia Legislativa, numa tentativa do Governo de Goiás de melhorar as contas do Estado, as empresas e indústrias continuam manifestando interesse pelo Centro-Oeste. Porém, o desafio agora é trazê-las para Goiás.

Nesse sentido, o prefeito de Abadiânia, José Diniz (PSD), cidade onde o médium João Deus, preso desde dezembro, atendia, se reuniu nesta terça-feira, 29, com o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo o ex-ministro de Cidades, Alexandre Baldy (PP), na capital Paulista, para angariar ajuda para levar uma cervejaria para o município.

“O Baldy é amigo de um deputado do Rio de Janeiro, ligado ao Grupo Petrópolis, que produz a cerveja Itaipava e que já manifestou interesse em se instalar no Centro-Oeste. Nosso objetivo agora, é negociar para que a empresa venha para Abadiânia”, disse o prefeito.

Zé Diniz, como é conhecido na cidade, afirma que para isso vai precisar da ajuda do governador Ronaldo Caiado (DEM). “Ainda não consegui uma agenda com ele, mas espero conseguir em breve, afinal, a vinda de uma empresa desse porte não é bom apenas para a cidade, mas para Goiás, pois vai gerar emprego, alavancando assim a economia”, destacou.

O prefeito ainda ressaltou que a cidade é muito atrativa, tanto pelo acesso, pois está localizada às margens da BR-060, entre Goiânia e Brasília, quanto pela oferta de água, que segundo ele é municipalizada e de qualidade. “O que não temos ainda é uma área para ceder à indústria, mas assim que as negociações avançarem eu vou atrás disso”, contou.

Diniz revelou ainda que deve se encontrar novamente com o secretário Alexandre Baldy, na posse dos deputados e senadores, na próxima sexta-feira, em Brasília e com o futuro secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Wilder Morais (DEM), na próxima semana. “Toda ajuda agora é bem-vinda, ainda mais depois da prisão do médium João de Deus, que movimentava a economia de Abadiânia”, falou.

 

Fonte: Jornal Opção